Durante o mês de fevereiro, as equipes do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados Brasil (SJMR) realizaram ações voltadas à interiorização de migrantes venezuelanos em vários estados do país. O trabalho, feito em parceria com a Organização Internacional para Migrações (OIM), o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Exército Brasileiro, dá continuidade à chamada Operação Acolhida, com o objetivo de oferecer novas oportunidades aos migrantes que se encontram, em sua maioria, no estado de Roraima.

Em Minas Gerais e São Paulo, um reinício para os migrantes venezuelanos

Grupos foram encaminhados para três cidades.

Com o apoio do SJMR, 55 venezuelanos embarcaram para os estados de Minas Gerais e São Paulo, buscando recomeçar suas vidas em solo brasileiro. Do número total de migrantes acolhidos, 31 são homens, 15 mulheres, além de 9 crianças, que foram encaminhados para três cidades: São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Montes Claros (MG).

Entre as ações realizadas pela equipe do SJMR estão o apoio social, a orientação jurídica, o atendimento para inserção no mercado de trabalho, além de aulas de Língua Portuguesa.

Projeto Acolhe Minas

Reunião do projeto Acolhe Minas contou com 45 pessoas, representando diversas entidades.

No dia 09 de fevereiro, o SJMR-Belo Horizonte realizou uma reunião com apoiadores do projeto Acolhe Minas, que contou com a participação de 45 pessoas, representando diversas entidades. A iniciativa tem por objetivo promover a acolhida, a promoção e a integração dos migrantes venezuelanos que chegam ao estado mineiro.

Por meio de ações solidárias, o SJMR-BH, em parceria com organizações da sociedade civil, universidades e pessoas que querem contribuir com a causa, busca, por meio de grupos de trabalho, implementar as ações de interiorização. Segundo o coordenador nacional do SJMR, Pe. Agnaldo Junior, o projeto pretende retirar Minas Gerais do ‘espaço invisível’ de acolhimentos dos migrantes venezuelanos, acompanhando iniciativas de integração já realizadas em outros estados do país. “ Depois desse longo processo de reuniões de articulação, minha expectativa é que consigamos, realmente, dar passos concretos de inter-relação com a realidade dessas pessoas”, explica.

Na opinião da assistente sênior de proteção do ACNUR, Silvia Sander, projetos como o Acolhe Minas são de extrema importância para a minimização dos impactos da crise migratória na Venezuela. “Uma situação humanitária que tem esse nível de complexidade demanda, necessariamente, o engajamento de todos os atores sociais: do poder público, da sociedade civil, academias, agências do sistema uno e da iniciativa privada, entre outros, para responder efetivamente os desafios que esse tema traz”, opina.

Para Pe. Agnaldo, a expectativa é de que a sociedade civil não fique isolada dentro desta mobilização e que o poder público também passe a fazer parte das ações. “Buscamos conseguir a força do estado e do município para implementar políticas mais duradouras de proteção e garantia de direitos para esta população. A sociedade civil está fazendo o possível e oferecendo uma resposta bonita e ousada, mas não podemos desconsiderar que é um dever do Estado”, afirma o jesuíta.

Fonte: Assessoria de Comunicação SJMR

Fotos: Divulgação

Mais notícias