A rede do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR), no Brasil, está participando do processo de interiorização de 646 migrantes e refugiados venezuelanos no Rio Grande do Sul. A iniciativa é uma parceria com o Governo Federal, as prefeituras de Canoas e Esteio, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Companhia de Jesus, por meio da Associação Antônio Vieira (ASAV). Em 5 de setembro, os primeiros 125 homens solteiros chegaram ao estado. Os refugiados receberão uma ajuda financeira, abrigo e alimentação por seis meses, além de capacitação para empregabilidade.

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, disse que “a expectativa é de que os venezuelanos possam se integrar à sociedade gaúcha”. Segundo a coordenadora do Programa de Refugiados da ASAV, que atua como agência implementadora do ACNUR, Karin Wapechowski, “o grupo tem uma grande experiência em apoiar os municípios no trabalho humanitário, para que todos se sintam acolhidos”.

O Programa da ASAV faz parte de uma rede mundial do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiado (SJMR). Para o diretor nacional do SJMR, Pe. Agnaldo de Oliveira Júnior, SJ ,a combinação de esforços entre governo, sociedade civil e igrejas é o caminho para que essas pessoas possam recomeçar as suas vidas em outras cidades. “Acreditamos na interiorização, mas, especialmente, na integração deles na sociedade, e para isso temos trabalhado aqui no Brasil em Roraima, Amazonas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.”

Os programas de acolhimento no Brasil trazem nova esperança para os migrantes venezuelanos, como Henoch Gamaliel, de 23 anos, que tinha três empregos em seu país. “A situação de lá é muito difícil, você pode trabalhar muito, mas mesmo assim não consegue o suficiente”, ressalta o jovem.

Fonte: Assessoria de Comunicação ASAV

Fotos: Ana Klein e Matheus Kiesling/ASAV

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