As salas de aula e os principais desafios da educação para o século XXI foram tema do IV Congresso da ANEC, realizado no último mês de julho, em Belo Horizonte. Entre as provocações que pautaram o evento, a falta de concentração e de estímulo, tidas como ameaças à construção do saber, convergiram com a proposta de um dos trabalhos que mais despertaram a atenção dos participantes do encontro, a pesquisa Etnomusicologia: estratégias na relação escolar, realizada pelo professor Guilherme Simões de Castro, do Colégio Catarinense.

A pesquisa vem sendo desenvolvida pelo professor Guilherme há pelo menos seis anos. Como forma de complemento ao trabalho, o professor do Colégio Catarinense buscou em terras europeias parte da história sobre a relação entre a música, a sociedade e o meio ambiente. Entre os locais visitados, o acervo do Museu da Música, em Portugal, e o Real Conservatório Superior de Música de Madri, na Espanha, serviram de inspiração para a tese, que deve ser concluída ainda em 2017, por intermédio da Universidade Federal de Santa Catarina. “O pensador Confúcio disse que, para conhecermos uma sociedade, devemos também escutar a música produzida por essa sociedade. Afinal, ainda que nem todas as culturas humanas produzam escrita, certamente todos os povos cantam e dançam. É a forma de comunicação essencial que nos coloca em sintonia com o universo”, ressalta o professor Guilherme, satisfeito com os resultados obtidos até agora.

Durante o encontro, os conceitos da etnomusicologia (ciência que estuda a relação entre música, sociedade e ambiente) foram apontados para serem usados como mediação entre os conteúdos pedagógicos abordados, os estudantes e as relações de aplicação na sociedade. O estímulo, segundo a pesquisa, pode partir do mundo sensorial – o mundo dos sentidos – trabalhando a relação entre sons e ruídos, por exemplo. No decorrer dos debates, Guilherme ainda apresentou algumas estratégias para o uso da música em sala de aula. “As iniciativas que envolvem as linguagens musicais na formação humana devem ser cada vez mais estimuladas. A música abre novos canais de comunicação entre as pessoas, facilitando a compreensão dos conteúdos. Ela também tem a capacidade de transformar a realidade, unir as diversidades culturais e transportar nossa imaginação para lugares infinitos”, conclui o professor Guilherme Simões, que se diz um apaixonado pelos instrumentos musicais e pelas ferramentas que a música produz para facilitar os processos de contato e interação entre as pessoas.

Além do professor do Colégio Catarinense, cerca de 20 jesuítas e educadores da Rede Jesuíta de Educação estiveram presentes no IV Congresso da ANEC. O próximo passo do professor Guilherme Simões de Castro na divulgação de seu projeto será o México, em setembro, onde participará de mais um encontro educacional.

Fonte: Assessoria de Comunicação Colégio Catarinense

Fotos: Divulgação

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