Processo de interiorização: Canoas e Esteio acolhem novos grupos de venezuelanos

As cidades de Canoas e Esteio recebem nesta quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de setembro, uma nova etapa do processo de interiorização dos migrantes venezuelanos, com a chegada de dois novos grupos ao estado. Ao todo, esta fase contempla cerca de 400 pessoas, divididos entre homens, mulheres e crianças, que serão transferidos de abrigos provisórios em Roraima e passam a viver no Rio Grande do Sul.

Nesta quarta-feira (12), entre as autoridades presentes na chegada dos migrantes venezuelanos a Canoas estavam o prefeito do município, Carlos Busato, e sua vice, Gisele Uequed, além da secretária do Desenvolvimento Social da cidade, Luisa Camargo. De acordo com Busato, a empatia pela causa surgiu tão logo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, convidou Canoas para ser uma das cidades a acolher os migrantes. “Quando recebi o telefonema do ministro, a primeira coisa que me veio à mente foram meus familiares que há algumas décadas atrás foram recebidos aqui no Brasil, vindos da Itália em uma situação parecida com essa. O sentimento de solidariedade imediatamente aflora na gente, no sentido de acolher essas famílias. Eles estão saindo de lá não por vontade própria, mas pela situação do país”.

Segundo o prefeito, a população de Canoas vem se mostrando solidária à questão dos venezuelanos. “A notícia da chegada deles criou um clima, uma sinergia muito grande na população. A comunidade de Canoas também atendeu ao apelo e nós recebemos várias doações, ofertas de emprego, ou seja, pessoas querendo se agregar a essa iniciativa”, afirmou. Nesse grupo, composto por 201 pessoas, estão 65 crianças (13 dias a 12 anos), 13 adolescentes (de 13 a 18 anos), 56 homens (entre 19 e 56 anos) e 67 mulheres (de 19 a 57 anos).

O processo de interiorização será desenvolvido ao longo de seis meses e ainda prestará diversos tipos de assistência às famílias que estão desembarcando no estado, como atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino de Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes. Mulheres e pessoas LGBTI também participarão de diálogos para que se sintam fortalecidas neste processo.

A iniciativa realizada em parceria entre Governo Federal, prefeituras de Canoas e Esteio, ACNUR e ASAV, busca melhores condições de vida a migrantes venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade social. Uma vez em solo gaúcho, eles receberão todo apoio necessário – abrigo, alimentação, vacinação e ajuda financeira – para recomeçarem suas vidas.

A rede do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) vem realizando um trabalho de apoio a migrantes venezuelanos em diversos estados do Brasil e, no Rio Grande do Sul, participa do processo de interiorização por meio do Programa Brasileiro de Reassentamento Solidário de Refugiados da ASAV. Para o diretor nacional do SJMR, Pe. Agnaldo de Oliveira Jr, SJ, a combinação de esforços entre governo, sociedade civil e igrejas é o caminho para que essas pessoas possam recomeçar as suas vidas em outras cidades. “Acreditamos na interiorização, mas, especialmente, na integração deles na sociedade, e para isso temos trabalhado aqui no Brasil em Roraima, Amazonas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul”, disse o jesuíta.

Fonte: Assessoria de Comunicação ASAV

Fotos: Ana Klein/ASAV

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By | 2018-09-24T14:07:55+00:00 setembro 12th, 2018|Ação Social|