Em cerimônia realizada na noite da última sexta-feira (13/9), a Escola Dom Helder Câmara concedeu seu primeiro título de doctor honoris causa ao padre jesuíta João Roque Rohr, pela criação da Fundação Movimento Direito e Cidadania (MDC). O evento aconteceu em meio ao II Congresso do Conhecimento e foi acompanhado pelos corpos docentes da Dom Helder e da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE).

A homenagem ao Pe. João Roque Rohr partiu de iniciativa da professora Valdênia de Carvalho, representante Fundação Movimento Direito e Cidadania (FMDC), e do professor e reitor da EMGE, Franclim Jorge Sobral de Brito, como forma de agradecimento pelas obras, funções e serviços prestados pelo sacerdote jesuíta à sociedade em geral.

Em seu discurso, o reitor da Dom Helder, Pe. Paulo Umberto Stumpf, destacou a presença de pessoas que participaram da origem da FMDC, que está completando 25 anos, em especial a figura do homenageado. “Saúdo, de modo muito afetivo e especial, o homenageado com o primeiro título de doctor honoris causa, o padre e amigo da escola João Roque Rohr”, destacou ao abrir a solenidade.

Aplaudido de pé ao entrar no Espaço Dom Helder/EMGE, Pe. João Roque demonstrou humildade e grande surpresa com a homenagem. “Por ter maior mérito do que o meu, a inciativa da homenagem, por justiça, deveria ser atribuída ao grupo de religiosas e religiosos, advogados fundantes, aos leigos e leigas que se juntaram e aderiram à causa e levaram adiante a difícil operacionalização da missão”, disse o homenageado, que acrescentou. “Posso comparar seu começo com uma pequena semente de mostarda, como se narra na Sagrada Escritura. Plantada e cultivada com desvelo e cuidado, brotou, cresceu, tornou-se uma árvore frondosa e deu muitos frutos. Assim também a Fundação MDC: iniciou com um punhado de estudantes, que apenas cabiam numa modesta sala de aula e hoje abriga 3,4 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós-graduação”, salientou.

Pe. João Roque ainda falou sobre as quatro Preferências Apostólicas Universais da Companhia de Jesus para os próximos 10 anos (2019-2029), estabelecidas na última Congregação Geral, enaltecendo, principalmente, o de número quatro: Colaborar no cuidado da Casa Comum. “A Casa Comum que está pegando fogo. A Igreja está preparando um grande Sínodo para a Amazônia. Não é tanto para se meter em coisas que são próprias do governo, mas que são próprias da Igreja, que é evangelizar anunciando a boa nova, a fraternidade, a solidariedade e  a preservação, justamente, do planeta Terra”, disse o jesuíta.

Fonte: Escola Dom Helder Câmara

Fotos: Patrícia Almada/Dom Total

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