Os 70 anos de Companhia de Jesus dos padres Egydio Schneider e Pedro Ignácio Schmitz – Associação Antônio Vieira

Os 70 anos de Companhia de Jesus dos padres Egydio Schneider e Pedro Ignácio Schmitz

Publicado em 20 de março de 2018

O 28 de fevereiro é uma data especial para os padres jesuítas Egydio Eduardo Schneider e Pedro Ignácio Schmitz. Isso porque os sacerdotes comemoraram em 2018 seus 70 anos dedicados à vida religiosa e à Companhia de Jesus.

Ambos contaram um pouco de suas histórias ao longo dessas sete décadas como sacerdotes e seguidores da missão de Santo Inácio de Loyola.

 

A vida e as obras de Pe. Egydio Schneider, que completa 70 anos de Companhia de Jesus

Pelas instituições jesuítas por onde passou, Pe. Egydio Schneider conquistou o reconhecimento de todos por seu trabalho visionário, deixando um legado significativo para a continuidade da missão da Companhia de Jesus.

Recentemente, o sacerdote completou 70 anos de vida religiosa, carregando ao longo dessa caminhada momentos relevantes dentro de duas instituições de ensino que são sinônimo de excelência no Rio Grande do Sul: a Unisinos e o Colégio Anchieta.

Em outubro, quando completar 90 anos de idade, Pe. Egydio certamente irá voltar ao dia 28 de fevereiro de 1948, data na qual ingressou na Companhia de Jesus e, olhando para trás, vai ter a certeza de que tudo o que fez, valeu, sim, muito a pena.

 

Nascimento em Montenegro e início na Companhia de Jesus

“Sabia que havia dentro de mim uma inquietação.” – Pe. Egydio Schneider

Pe. Egydio (o primeiro sacerdote, de branco, da direita para a esquerda) em celebração no ano de 1967.

Pe. Egydio (o primeiro sacerdote, de branco, da direita para a esquerda) em celebração no ano de 1967.

Nascido em 31 de outubro de 1928, na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Egydio Schneider é o terceiro de dez filhos do casal José Schneider e Luiza Bohn. De família católica, o jesuíta diz que, desde cedo, sentia algo diferente dentro de si, que o fez seguir a vida religiosa. “Quando tinha 12 anos de idade, ainda estava me decidindo, mas sabia que havia dentro de mim uma inquietação. Tinha um primo meu, por parte de mãe, que havia se matriculado para o seminário, na cidade de Gravataí. Um dia, minha mãe estava com minhas roupas todas prontas para eu ir para o seminário e eu disse que não queria mais. Meu pai, inclusive, já havia feito minha inscrição em Gravataí. Na época, como o único meio de transporte era o cavalo, meu pai levava três horas para ir e mais três horas para voltar o seminário dos jesuítas em Salvador do Sul, que foi pra onde decidi ir. Lembro, inclusive, do meu número: 159. Acabei me decidindo por ir para o seminário, no qual fiquei até os 19 anos de idade”, relembra. “Fiquei em Salvador do Sul por seis anos estudando. De lá, fui para Pareci Novo, onde fiz dois anos de noviciado e outros dois anos de juniorado, onde aprofundávamos as línguas como o latim, o grego, o alemão”, diz o jesuíta.

Antes de ser ordenado sacerdote, em 1960, Pe. Egydio estudou Filosofia, no Colégio Cristo Rei, em São Leopoldo; Magistério, no Colégio Santo Afonso, onde ficou por dois anos, e no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, no último ano. Após, fez Teologia, novamente no Colégio Cristo Rei. Dos tempos de Terceira Provação, o jesuíta lembra da rotina acelerada dos finais de semana. “Em 1962 fui para o Rio de Janeiro, em Volta Redonda, onde fiz a Terceira Provação. Nos finais de semana, pegava trem para a cidade de Rezende, e atendia quatro localidades próximas, que contavam com paróquias. Pela distância e pelo tempo de viagem, acabava ficando na paróquia de Rezende, e só no dia seguinte voltava para casa”, conta.

 

Um dos idealizadores do campus da Unisinos de São Leopoldo

“Quando escolhemos o local para abrigar o novo campus, não havia nada lá: luz, água, não havia nem acesso, que tivemos de fazer.” – Pe. Egydio Schneider

Pe. Egydio (segundo da esquerda pra direita) na posse da reitoria da Unisinos, em 1974.

Voltando da Terceira Provação, em 1962, Pe. Egydio trabalhou na direção espiritual dos alunos da Escola Santo Afonso, em São Leopoldo. Ao mesmo tempo, cursava Administração na Unisinos, que na época contava com aulas na antiga sede, no centro de São Leopoldo. Em 1966, a convite do Pe. Leopoldo Adami, assumiu a direção do Colégio Cristo Rei, onde ficou até 1970. Três anos depois, surgiu o convite para um novo trabalho, que se transformaria num divisor de águas para a Unisinos: a idealização do campus São Leopoldo. “No fim de 1973, em uma reunião que contou com a presença do Padre Provincial, soube que a Unisinos contava com Reitor, Vice-Reitor Acadêmico, no entanto, faltava alguém para assumir o cargo de Vice-Reitor Administrativo. Aceitei tão logo fui convidado a assumir. Lá, fiquei por 24 anos, de 1974 a 1998”, destaca.

Pe. Egydio ainda lembra como eram as aulas da Unisinos no prédio antigo, bem como a área onde se encontra o atual campus no Vale do Sinos. “A Unisinos dividia suas aulas entre o Prédio Histórico, no centro de São Leopoldo, que atualmente é o Centro de Cidadania e Assistência Social – CCIAS e demais colégios na cidade. Lembro que era muito difícil negociar datas e espaços. Quando escolhemos o local para abrigar o novo campus, não havia nada lá: luz, água, não havia nem acesso, que tivemos de fazer. Para se ter uma ideia, a construção contava com 300 homens e tudo era feito por gerador. Mas, mesmo diante das adversidades, em 1974, inauguramos o novo campus São Leopoldo. Em 12 de agosto, começaram as aulas, à noite, e em 12 de setembro, ocorreu a inauguração oficial, com a presença do então Ministro da Educação, Ney Braga, e demais autoridades”, recorda o jesuíta, orgulhoso com o trabalho.

 

Os anos à frente do Colégio Anchieta

“Falei que precisávamos inovar.” – Pe. Egydio Schneider

Diretor Geral do Colégio Anchieta entre 1999 e 2006, Pe. Egydio recebeu homenagem da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Após 24 anos junto à Unisinos, Pe. Egydio aceitou outro convite muito especial: ser Diretor Geral do Colégio Anchieta, uma das mais antigas e respeitadas instituições de ensino de Porto Alegre. “Em 1998, com o falecimento do Diretor Geral do Colégio Anchieta, recebi o convite do então Provincial para assumir o cargo vago na instituição de ensino. Pe. João Claudio Rhoden, era o Provincial na época, falou que estavam pensando no meu nome para o Colégio Anchieta. Me perguntou o que eu achava e pedi oito dias para responder. Cinco dias depois, me falou que faltavam dois dias. No sexto dia, liguei para ele e disse: ‘basta indicar o dia e a hora’. Trabalhei sete anos, de 1999 a 2006”, recorda.

Trazendo a bagagem de anos à frente de diversas construções na Unisinos, Pe. Egydio trouxe nova vida à instituição de ensino, com a manutenção e a criação de novos espaços para a comunidade educativa. “No meu tempo de Anchieta, fiz algumas obras. Falei que precisávamos inovar. Com isso, criamos novas salas, reformamos o prédio principal e também construímos o prédio junto à Rua Tomaz Gonzaga”. As obras trouxeram a assinatura do espírito empreendedor e idealizador do jesuíta. “Na época que assumi, o Colégio Anchieta tinha 2.450 alunos e eu disse que poderíamos aumentar 500 alunos, pelo menos. Lógico, que para construir o prédio para abrigar esses outros 500 alunos, nos custaria um tanto, mas depois de um determinado período de tempo, teríamos o retorno”, relembra Pe. Egydio.

Ao sair do Colégio Anchieta, Pe. Egydio ainda trabalhou na antiga sede da Associação Antônio Vieira – ASAV, na Avenida Mariland, em Porto Alegre, bem como na ABEPARE, no centro da capital gaúcha. No final de 2014, o jesuíta ainda fez parte do grupo diretor das obras do novo campus Unisinos Porto Alegre. Fato curioso é que Pe. Egydio esteve presente na construção ou “pedra fundamental” dos campi tanto de São Leopoldo, na década de 70,  quanto de Porto Alegre, que foi inaugurado em dezembro de 2016.

 

A Companhia de Jesus com o passar dos anos

“O nosso trabalho tem sempre em vista o bem espiritual. Muito do que fazemos aparece através da dedicação que a pessoa tem, da presença, do exemplo.” – Pe. Egydio Schneider

Nos tempos do curso de Teologia, no Colégio Cristo Rei, em São Leopoldo.

Quando perguntado sobre as mudanças que tiveram na Companhia de Jesus ao longo dos últimos 70 anos, Pe. Egydio Schneider deixou claro que toda e qualquer mudança é válida, mas sem deixar de lado as tradições. “É claro que, como em todas as mudanças, a base continua. Mas os canais de relacionamento, por assim dizer, estão mais abertos. A Companhia tem essa intenção de estar presente em todo mundo, na base de muito trabalho em conjunto”, diz. “O nosso trabalho tem sempre em vista o bem espiritual. Muito do que fazemos aparece através da dedicação que a pessoa tem, da presença, do exemplo. Por isso, levamos sempre conosco o lema da Companhia de Jesus: ‘Em tudo amar e servir’ ”, ensina.

 

Os prêmios e homenagens que nascem do reconhecimento

“Recebi algumas homenagens ao longo da vida, mas não me atrevo a escolher a mais importante delas. Para mim, todas são.” – Pe. Egydio Schneider

Pe. Egydio guarda com carinho as premiações e homenagens que recebeu.

O espírito visionário e irrequieto de Pe. Egydio ajudou a mudar a história das instituições jesuítas por onde passou. E o reconhecimento pela importância de suas passagens pelas obras da Companhia de Jesus se traduz em diversas honrarias entregues ao longo dos anos.

Das honrarias recebidas, destacamos nove delas, que se dividem entre agraciamentos prestados pela Unisinos e pelo Colégio Anchieta. Da Universidade, por exemplo, Pe. Egydio recebeu uma placa pelos 24 anos de serviços à instituição, que durante anos atuou como Vice-Diretor Administrativo. Já a comunidade anchietana – em meio às comemorações dos 120 anos da instituição – lhe entregou uma homenagem pela significativa contribuição do jesuíta ao Colégio, no qual esteve à frente por sete anos.

Das premiações externas que recebeu, uma das mais relevantes foi o Prêmio de Educação Thereza Noronha, entregue pela Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre às personalidades que se destacaram por sua valiosa contribuição à educação na capital gaúcha. Ao ser perguntado sobre qual dos prêmios e homenagens que recebeu ao longo dos anos foi o mais importante, o sacerdote foi taxativo. “Recebi algumas homenagens ao longo da vida, mas não me atrevo a escolher a mais importante delas. Para mim, todas são”, finaliza.

 

 

Jesuíta e arqueólogo: os 70 anos de Companhia de Jesus do Pe. Pedro Ignácio Schmitz

Uma vida dedicada à religiosidade, e também de muita paixão e entrega às pesquisas na área da arqueologia. Assim podemos resumir o perfil do padre jesuíta Pedro Ignácio Schmitz, que completa 70 anos junto à Companhia de Jesus.

Idealista incansável e figura inquestionável no campo arqueológico no Brasil, Pe. Ignácio carrega, do alto de seus 88 anos de idade, o mérito de estar à frente da fundação de diversas instituições importantes no cenário nacional, entre elas a Unisinos, o Instituto Anchietano de Pesquisas – IAP e a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB.

No distante 28 de fevereiro de 1948, o então jovem Ignácio mal sabia que, ao aceitar o chamado para se tornar jesuíta, iniciava uma caminhada que iria transcender a missão do sacerdócio, indo ao encontro do universo infindável do conhecimento.

 

Origem e ingresso na Companhia de Jesus

“Durante os setenta anos de jesuíta houve diversos outros momentos de opção: parar ou continuar. Continuei” – Pe. Pedro Ignácio Schmitz

Quinto de um total de 11 filhos de um casal de agricultores da cidade de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, Pedro Ignácio Schmitz nasceu no dia 30 de agosto de 1929. De família católica, aos doze anos de idade foi para o seminário em Salvador do Sul (RS), onde estudou por cinco anos. “Quando era jovem, a opção pela vida consagrada era uma proposta para qualquer adolescente. Para os rapazes, a primeira opção era o sacerdócio numa congregação religiosa na diocese ou a vida de irmão. Eu escolhi ser sacerdote e jesuíta”, relembra Pe. Ignácio. “O seminário fazia a primeira preparação e terminava em nova opção. Durante os setenta anos de jesuíta houve diversos outros momentos de opção: parar ou continuar. Continuei”, frisa o jesuíta.

 

Jesuíta e arqueólogo

“Sou uma árvore plantada na universidade. Minha vida se realizou e continua se realizando no ensino e na pesquisa.” – Pe. Pedro Ignácio Schmitz

Pe. Ignácio trabalha no IAP desde a fundação, em 1956.

Pe. Ignácio ainda viveu outros quatro anos nos quais dividiu os estudos entre o magistério no Colégio Anchieta e os cursos de Geografia e História na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, época na qual começou a abrir caminho para sua segunda vocação: a arqueologia. A convite do padre jesuíta Balduíno Rambo, então professor no curso de História da UFRGS, começou a lecionar para o curso de Antropologia daquela Universidade. Tempos depois, passou a dar aulas de Antropologia e Arqueologia na Unisinos – instituição da qual é um dos fundadores. “Sou uma árvore plantada na universidade. Minha vida se realizou e continua se realizando no ensino e na pesquisa: de 1958 a 1987 na UFRGS, em Porto Alegre; de 1963 até hoje na Unisinos, de cuja fundação, em 1969, participei como diretor da pré-existente Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Leopoldo”, destaca Pe. Ignácio.

Em meio ao trabalho como professor universitário, Pe. Ignácio ainda participou do início de outra importante instituição: o Instituto Anchietano de Pesquisas – IAP.  “Em 1956 começaram minhas atividades no Instituto Anchietano de Pesquisas. Desde 1970 realizo pesquisa arqueológica, como bolsista do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), estudando as antigas culturas indígenas do Brasil, no Sul do Brasil e no cerrado brasileiro do pantanal até o sertão pernambucano. Esta foi a missão que me foi dada como jesuíta e a ela me dedico integralmente”, diz.

Mesmo que com suas atividades restritas por conta da pesquisa na área da arqueologia, Pe. Ignácio ainda dedica tempo para a vida religiosa. “Minhas atividades externas como sacerdote ficaram limitadas. Não tenho paróquia, nem função pastoral externa. Exerço funções sacerdotais na comunidade jesuítica e atendo o movimento Focolare, que tem casa de reuniões junto à Unisinos”.

 

O tempo e as mudanças na Companhia de Jesus

“Nos dias atuais, a vida religiosa representa um desafio maior, e por isso vale mais a pena.” –Pe. Pedro Ignácio Schmitz

Com 70 anos de vida religiosa, Pe. Ignácio observa, com o tempo, as transformações que ocorreram não apenas na sociedade, mas também na Companhia de Jesus. “No meu tempo de adolescente, a vida religiosa era um caminho bem trilhado, largo e seguro, com grande reconhecimento social. Quando comecei minha atividade, em 1955, como professor no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, a Província do Brasil Meridional era florescente, tinha seminários, colégios, paróquias, obras sociais e uma perspectiva de crescimento continuado por muitos anos. Só no Colégio Anchieta havia 33 jesuítas. Com a redução drástica dos jesuítas e a formação de uma só província brasileira, as opções anteriores precisam ser revisitadas, adequando atividades e formação, geral e religiosa. Hoje, a opção está passando cada vez mais à contramão da sociedade capitalista, exigindo uma opção religiosa e ideológica mais consciente e definida. Nos dias atuais, a vida religiosa representa um desafio maior, e por isso vale mais a pena”, ressalta o jesuíta.

 

Dedicação ao Instituto Anchietano de Pesquisas

“O Instituto está incorporado ao campus da Unisinos em São Leopoldo, onde ganhou bom espaço, mas ainda conserva sua identidade, mantendo grandes acervos resultantes de pesquisas passadas e atuais.” –Pe. Pedro Ignácio Schmitz

IAP atualmente tem sua sede na Unisinos, em São Leopoldo.

Fundado em 22 de abril de 1956, o Instituto Anchietano de Pesquisas – IAP é voltado à pesquisa, publicação, manutenção e disponibilização de bibliotecas e acervos no campo arqueológico. A instituição também está direcionada para os estudos em botânica, história, zoologia e afins.

Pe. Ignácio lembra que as atividades do Instituto iniciaram ainda no Colégio Anchieta, onde se concentrava o maior número de jesuítas pesquisadores, num momento em que a perspectiva da Ordem era de grande crescimento e penetração social. “O objetivo do Instituto era reunir os pesquisadores jesuítas dos diversos ramos do conhecimento espalhados em colégios e missões indígenas, dar-lhes possibilidade de publicação e visibilidade através da revista Pesquisas, e garantia de continuidade de suas coleções científicas. Era um projeto audacioso, correspondente a um tempo de grandes perspectivas. Como jovem professor no Colégio, fui convocado para escrever a ata de sua fundação”, diz o jesuíta. “Hoje, o Instituto está incorporado ao campus da Unisinos em São Leopoldo, onde ganhou bom espaço, mas ainda conserva sua identidade, mantendo grandes acervos resultantes de pesquisas passadas e atuais: um herbário de 140.000 plantas, um acervo arqueológico com amostras de culturas indígenas de grande parte do território brasileiro, um conjunto de materiais religiosos que representa as atividades dos jesuítas no Sul do Brasil. A revista Pesquisas, criada em 1956, continua editando um número anual no setor Botânica e outro no de Antropologia e Arqueologia. Os museus de Arqueologia e de Memória Sacra têm visitação regular, principalmente para os alunos do sistema estadual de educação”, explica.

 

O reconhecimento no campo arqueológico

“Obrigado Senhor e se for de tua vontade, manda mais um pouco.” – Pe. Pedro Ignácio Schmitz

Pe. Ignácio recebeu diversas premiações e honrarias.

A importância de Pe. Pedro Ignácio Schmitz para a Arqueologia brasileira é inquestionável, sendo um dos pioneiros nas pesquisas e na formação de recursos humanos nas áreas da Arqueologia e Antropologia, o que lhe rendeu diversas premiações e honrarias. “As pesquisas arqueológicas e antropológicas resultaram no título de Doutor Honoris Causa dado pela PUC-GO e a cidadania honorária da cidade de Serranópolis (GO). O CNPq concedeu o título de Pesquisador Sênior; o IPHAN o prêmio do fundador Dr. Rodrigo Mello Franco de Andrade; a Sociedade de Antropologia Brasileira (ABA) a medalha de seu fundador; a Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS) também a medalha do fundador; a Unisinos a medalha de Santo Inácio de Loyola”, salienta Pe. Ignácio. “São reconhecimentos sociais por um trabalho constante por décadas na pesquisa e no ensino. A árvore plantada na universidade ainda está viva continua produzindo frutos: esta é a maior das premiações. Obrigado Senhor e se for de tua vontade, manda mais um pouco”.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ASAV

Fotos: Matheus Kiesling (ASAV), Rafael Casagrande (Unisinos) e Arquivo Histórico

 

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