O recém-inaugurado Campus Unisinos Porto Alegre foi projetado para incentivar práticas coletivas e estimular o processo de aprendizagem em todos os espaços da instituição de ensino jesuíta. E as salas de aula receberam uma atenção especial durante a concepção do novo campus, com a possibilidade de um mesmo ambiente ter múltiplas utilidades.

O desenho das salas e o mobiliário transcendem conceituais clássicos em busca da inovação por meio de interações. “O projeto responde à necessidade de manifestar o potencial de uma ideia longe dos hábitos das estruturas verticais e hierarquizadas”, destaca o professor Giulio Palmitessa, que participou dos estudos para a criação dos ambientes.

Na prática, a reorganização dos móveis e a configuração diferenciada do espaço como um todo, dão vida às salas da Universidade. Divisórias ampliam as áreas, classes e cadeiras têm rodinhas e as paredes são riscáveis. Tudo facilmente transformável. “Esse conceito segue uma metodologia desenvolvida em três fases, que acompanha a flexibilidade dos ambientes de ensino visando à posição comunicativa do professor articulador, aos processos criativos de aprendizagem dos alunos e, por último, aos ambientes que compartilham a conexão dentro e fora da sala de aula”, detalha Giulio.

Seguindo o conceito de flexibilidade para as salas de aula, o mobiliário é considerado uma alavanca para impulsionar a construção do saber, uma ferramenta para que professores e alunos concebam juntos as práticas acadêmicas mais adequadas às necessidades e aspirações de cada turma. Nesse sentido, poder riscar qualquer parede é uma forma de intensificar a imersão coletiva na experiência de aula, porque cerca de conhecimento as pessoas ali presentes – literalmente. De acordo com Gustavo Borba, diretor da Unidade Acadêmica de Graduação da Unisinos, quando se trabalha em grupo, a possibilidade de escrever ou desenhar uma ideia, em vez de apenas discuti-la com os colegas, materializa o saber tácito do estudante naquele momento. É um jeito de mostrar o que se pensa e de viabilizar a interação.

O que também potencializa o diálogo são as divisórias móveis, outro elemento importante das salas do Campus Unisinos Porto Alegre. Com elas, uma atividade que antes seria feita com apenas uma turma agora pode contemplar outra, bastando remover a separação entre os ambientes. Assim, um seminário pode ter um público de mais de cem pessoas e, posteriormente, ser dividido em workshops para grupos menores, por exemplo. Tudo variando conforme a proposta da aula. “Uma sala dura, sem movimento, cria dificuldades para que professor e alunos façam algo diferente. Uma sala flexível permite que a turma tenha uma interação mais forte, que possa escrever em todos os cantos, desenvolver trabalhos em grupo, formar ilhas ou semicírculos. A mobília apoia esse processo todo”, frisa Gustavo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Unisinos

Fotos: Roberto Caloni/Unisinos

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