Um dos ícones do Colégio Anchieta, Pe. João Darci John faleceu no dia 4 de julho, aos 83 anos de idade. Pe. Janjão, como era conhecido dentro da comunidade anchietana, trabalhou na instituição de ensino jesuíta por 48 anos. Muito carismático, dedicou a vida aos jovens, marcou muitas gerações de anchietanos e tem seu nome ligado a algumas das lembranças mais queridas dentro da instituição de ensino jesuíta de Porto Alegre.

Natural de Linha Comprida, distrito da cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul, Pe. Janjão descobriu a vocação pelo sacerdócio durante na infância. De família bastante religiosa, quando criança gostava de apoiar as atividades na igreja da comunidade. Foi o exemplo de um padre de sua comunidade que o fez querer entrar para o sacerdócio.

No dia 28 de fevereiro de 1955, ingressou na Companhia de Jesus. A convite do Pe. Paulo Englert, tempos depois, Pe. Janjão passou a trabalhar no Colégio Anchieta. Gostou tanto do contato com os jovens que, aquele que viria a ser um trabalho por um determinado período de tempo, se transformou em muitos e muitos anos de dedicação e afeto à comunidade anchietana.

Inicialmente, Pe. Janjão atuou como professor de ensino religioso, passando pelos cargos de orientador religioso e, por fim, tornou-se responsável pelas atividades extraclasse no Morro do Sabiá, na zona sul de Porto Alegre, e na Vila Oliva, distrito da cidade serrana de Caxias do Sul. Ao mesmo tempo, também participava ativamente dos passeios pedagógicos para a Região das Missões, para o Parque Nacional de Aparados da Serra e para a cidade de São Paulo.

Entre alunos era unanimidade, todos o amavam. Para os ex-alunos, era sinônimo de saudade de um dos melhores períodos de suas vidas. Essa é um pouco da história do eterno Pe. Janjão, que hoje nos deixa apenas com as lembranças do seu sorriso afável e sua presença iluminada.

Administrador da Província dos Jesuítas do Brasil e Diretor Presidente da ASAV, Pe. João Geraldo Kolling falou sobre o carinho que todos tinham por Pe. Janjão. “Querido das crianças, amável com todos, Padre Janjão, no Anchieta, em Vila Oliva ou no Morro do Sabiá, sempre foi mãe e irmão maior. Antes já, Frater João Darci, foi mãe devotado para os seminaristas em Sede Capela. Muito obrigado, caro Janjão!”, disse o jesuíta.

 

Missa, cerimônia de despedida e sepultamento

A missa de corpo presente foi realizada no dia 4 de julho, na Igreja da Ressurreição, aberta à família anchietana.

No dia 5 de julho,  houve uma missa de despedida. Após a missa, o translado seguiu para São Leopoldo, onde ocorreu o sepultamento no Cemitério dos Jesuítas, junto ao Santuário Sagrado Coração de Jesus.

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