A equipe do Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados Porto Alegre (SJMR-POA) participou nesta quinta-feira (8/8) de um treinamento com foco no atendimento a migrantes e refugiados no Rio Grande do Sul, iniciativa promovida pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e direcionada aos parceiros da entidade no estado.

O encontro aconteceu na sede da Associação Antônio Vieira (ASAV), em Porto Alegre, e contou também com a presença de representantes da Aldeia Infantis SOS, ONG que juntamente com a o SJMR-POA faz parte do grupo de parceiros do ACNUR em solo gaúcho.

Responsável pela capacitação, a assistente sênior de Determinação da Condição de Refugiados do ACNUR, Giuliana Serricella, disse que está sendo articulada uma rede com o propósito de aprimorar a proteção às pessoas refugiadas e, para isso, se faz necessário conhecer os principais desafios que as instituições parceiras estão enfrentando para, a partir daí, estudar quais mecanismos e estratégias podem ser aplicados visando fomentar o processo de integração local como solução duradoura.

Giuliana salientou a importância dos parceiros para a efetivação do processo de acolhimento a migrantes e refugiados em todo o país. “O mandato do ACNUR faz garantir a proteção de pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio, apátridas, retornados e deslocados internos, mas não conseguimos dar assistência direta a toda essa população, devido a extensão do território brasileiro, ainda mais levando em consideração a grande quantidade de venezuelanos que vêm chegando ao país. É a partir dos nossos parceiros implementadores que conseguimos dar assistência direta a essas pessoas”, detalhou.

Para a coordenadora de projetos do SJMR-POA, Karin Wapechowski, atividades em conjunto com outras instituições oportunizam a troca de experiências e o aprimoramento de práticas, somados à técnica e à expertise da equipe do ACNUR. “O SJMR-POA é uma das mais longevas parceiras do ACNUR no Brasil e temos o prazer de compartilhar nossas práticas com outras instituições, contribuindo com importantes atividades de integração, como o processo de onteriorização. Isso faz com que nos tornemos uma rede consolidada, criando uma espécie de ‘protocolo’ de atendimento e atenção às populações de migrantes e refugiados aqui no Rio Grande do Sul”, frisou Karin.

Fonte: Assessoria de Comunicação ASAV

Fotos: Matheus Kiesling/ASAV

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