Dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, apontam que 45 milhões de pessoas ou 23,9% da população brasileira, possui algum tipo de deficiência. Indo ao encontro do tema e buscando provocar uma reflexão sobre as realidades das pessoas com deficiência (PCDs), o Grupo de Trabalho (GT) de Assistentes Sociais da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) realizou mais uma reunião ordinária, desta vez tendo como tema Educação Inclusiva e contando com a assessoria da Prof.ª Drª. da Unisinos, Maria Aparecida Marques da Rocha. O encontro foi realizado na manhã desta quinta-feira (27/7), na sede da Associação Antônio Vieira (ASAV), em Porto Alegre.

Logo no início da reunião, como atividade de imersão à temática, Maria Aparecida convidou os participantes – representantes de instituições associadas à ANEC – a sentarem de frente um para o outro e, por meio desse exercício de percepção, trouxe à tona aquela que seria a questão central do encontro: a diversidade. “O que essa atividade nos mostrou? Que somos diferentes uns dos outros. Isso vai ao encontro do nosso tema. Incluir envolve aceitar a diversidade”, frisou Maria Aparecida.

Contando com a participação de assistentes sociais e profissionais da área de Recursos Humanos, o grupo abordou algumas ações envolvendo a inclusão dos PCDs, tanto no âmbito educacional quanto no mercado de trabalho. Entre os cases expostos, iniciativas que buscam convergir com o Estatuto da Pessoa com Deficiência, tendo por objetivo valorizar as diversidades, assim como as potencialidades de todas as pessoas.

Segundo Maria Aparecida, é importante enfatizar que a busca pela inserção social somente existe por conta das mais variadas formas de exclusão ainda existentes dentro da sociedade, e que essa inclusão repousa sobre os seguintes princípios: aceitação das diferenças individuais, valorização de cada pessoa, convivência dentro da diversidade humana e aprendizagem através da cooperação. De acordo com a educadora da Unisinos, a troca de experiências e a capacidade autocrítica são fatores fundamentais para que o compromisso com a inclusão social seja abraçado por todos. “A inclusão envolve trabalharmos nós mesmos. Todos somos diferentes e o processo de aceitação envolve que a gente se modifique”, acrescentou Maria Aparecida.

Fonte: Assessoria de Comunicação ASAV

Fotos: Matheus Kiesling/ASAV

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